Conheça o queijo que os italianos trouxeram para o Brasil

Da Redação Consumidor, Curiosidades Leave a Comment

Assim como em Minas, no Rio Grande do Sul, os produtores de queijo também são especialistas na produção da iguaria com leite cru. Essa atividade originou uma paixão de todo o estado gaúcho: o queijo colonial ou queijo de colônia ou queijo colônia. A receita original foi levada para solos gaúchos pelos primeiros imigrantes italianos que pisaram por lá, em 1875, vindos principalmente das regiões de Piemonte, Lombardia e Vêneto.

 

Além de cru, o leite utilizado na fabricação do queijo colonial precisa ter alto teor de gordura, o que confere a ele uma textura untuosa e amanteigada. Ele também é aromático e possui uma suave acidez no sabor, que não deixa de ser marcante graças a grande presença de gordura. Possui um ótimo ponto de derretimento.

 

Quando fresco, o queijo de colônia tem uma coloração amarela palha, quase não possui crosta e sua textura é borrachuda firme. O gosto é mais ácido e um pouco salgado. O toque amanteigado começa a ficar evidente à medida que o tempo vai passando e o queijo, maturando. Ele também fica mais macio (graças ao grande teor de gorduras), arromático, untuoso e com o sabor suave com o tempo. Às vezes, esta massa fica quebradiça ao envelhecer, mas na boca, o derretimento é certo.

 

Da mesma forma que em Minas Gerais, os produtores do Rio Grande do Sul também enfrentam problemas com a vigilância sanitária pelo fato do alimento ser produzido a partir de leite cru. Logo, as marcas formais que vendem o produto utilizam leite pasteurizado. A receita chegou até os dias de hoje passada de bisavós, para mães e destas últimas para suas filhas. O gênero feminino é devido ao fato de que naqueles tempos, esta era uma tarefa destinada às mulheres.

 

Versões artesanais do queijo colônia são facilmente encontradas nos comércios das beiras de estradas do Rio Grande do Sul. Nos supermercados de vários lugares, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, também é possível encontrar versões  industrializadas desta paixão gastronômica.

 

Foto: Divulgação/Emater-RS

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