Presidente da FAEMG fala sobre iniciativas em prol dos produtores de queijo no estado. 

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O  produtor rural Roberto Simões, atual presidente do SISTEMA FAEMG é um ativista atuante na defesa da classe rural mineira.

 

Recentemente, ele se reelegeu para a presidência da Federação, para os períodos 2008-2011; 2012-2014 e 2015-2017 e conversamos com ele para saber sobre as iniciativas em prol dos produtores de queijo no estado.

O SISTEMA FAEMG sempre apoiou os produtores de queijo, inclusive, investiu na participação de alguns deles em campeonatos internacionais, como o “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, na França, em que 11 deles  foram premiados. Existe um cronograma para aumentar a presença desses produtores em outros países nos próximos anos?

A FAEMG tem comissões técnicas de várias cadeias produtivas e, dentro do possível, tem proporcionado viagens técnicas a outras regiões do país e do exterior. A intenção é que estas viagens continuem a ser realizadas pelo SISTEMA FAEMG, procurando levar conhecimento e troca de experiências aos produtores.

Os produtores estão sofrendo vários entraves para levar seus produtos para fora do estado. Na sua visão, qual seria a solução para este problema?

Este problema só será resolvido com a descentralização das ações pelo Governo Federal aos estados e estes, por consequência, aos municípios e associações regionais. Neste sentido a FAEMG, a pedido dos produtores e técnicos do setor, está levando reivindicação ao Governo Federal visando a descentralização aos Estados que tiverem leis específicas para os produtos artesanais poderem comercializar seus produtos em todo território nacional.

Após a repercussão negativa da apreensão e destruição de queijos artesanais mineiros durante o Rock in Rio, uma comitiva mineira apresentou a lei formalmente a deputados, senadores e à Presidência da República, acompanhada de uma minuta de decreto-lei visando a dar imediatamente liberdade aos estados para regular os produtos do chamado agroartesanato. Como a FAEMG está agindo nesses sentido?
Em Minas Gerais a FAEMG participou efetivamente da sua elaboração e está sendo portadora desse documento ao Governo federal.

Em 2017 a FAEMG, em parceria com outras entidades do setor promoveu o Festival Queijo Minas Artesanal, o primeiro evento para mostrar os produtos mineiros. O senhor acredita que os queijos mineiros conseguiram ganhar uma valorização mais ampla?
Foi o maior evento de QMA realizado até hoje, trazendo visibilidade e agregação de valor nunca antes alcançado. Apesar de não ser surpresa o interesse da população pelos produtos artesanais, a presença de 15.000 pessoas num primeiro evento é demonstração de que o QMA é o produto que melhor representa o nosso estado

Sabemos que, para 2018 um novo evento acontecerá. Qual a expectativa para este ano? O que terá de novidades?
Esperamos que em 2018 possamos estar mais preparados, com as regiões e suas associações mais organizadas, maior números de produtores disponíveis e mais variedade de produtos que fazem harmonização com o queijo.

 

Sobre Roberto Simões

Natural da cidade de Paraopeba/MG formou-se engenheiro agrônomo em 1965, na UFV (Universidade Federal de Viçosa). Em 1970, obteve o título de Magister Scientiae em Economia Rural, também pela UFV.  Simões atua na  FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), desde 1978, quando foi  admitido para chefiar o então Departamento de Estudos Econômicos da entidade. Em  1990, foi convidado a compor a diretoria da FAEMG, cargo no qual permaneceu até 2005. Em 1994, assumiu também a Superintendência do SENAR MINAS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), que iniciava seus trabalhos no estado. Sua atuação à frente da federação sempre foi  bem ampla, o que, em 2005, fez com que ele fosse eleito como presidente da FAEMG, de onde atua.

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