Queijo Minas Artesanal: surpreenda-se em um roteiro pelas regiões produtoras

Da Redação Banner, Consumidor 2 Comments

O queijo produzido em Minas Gerais está entre as opções brasileiras mais requisitadas dentro e fora do país. Com a colonização portuguesa, o estado mineiro foi um dos primeiros produtores deste alimento ainda no século XVII. Atualmente, muitas das queijarias de Minas ainda são artesanais e as certificações garantem a origem para o consumidor final.

 

Entre as montanhas mineiras, sete microrregiões produtoras se destacam quando o assunto é Queijo Minas Artesanal (QMA, para os íntimos) com certificação de origem: Araxá, Campo das Vertentes, Cerrado, Serra da Canastra, Serra do Salitre, Serro, e Triângulo Mineiro. Conheça alguns produtores na Rota do Queijo.

 

A tradição na fabricação artesanal do queijo feito nestas regiões rendeu a ele título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A seguir, veja dicas de onde aportar em cada microrregião produtora.

 

Araxá

Apesar de Araxá ser o nome de um único município de Minas Gerais, o queijo com esta certificação de origem também pode ser das seguintes cidades vizinhas: Tapira, Pratinha, Conquista, Ibiá, Campos Altos, Perdizes, Pedrinópolis, Sacramento e Medeiros.

Experimentar a suavidade do sabor e a delicadeza da textura do queijo destas regiões é aventura pura: para chegar até as queijarias artesanais, passa-se por estradas de terra, entre vales e montanhas.

E se, assim como para nós, seu caso é de muito amor por queijo, vale visitar a Associação Regional dos Produtores de Queijo Minas Artesanal – Queijo Araxá (34 3661 5580 ou 34 988 053 612 – Afrânio Ladeira).

 

Campo das Vertentes

Trata-se de uma grande região queijeira formada pelos municípios de Barroso, Conceição da Barra de Minas, Coronel Xavier Chaves, Carrancas, Lagoa Dourada, Madre de Deus de Minas, Nazareno, Prados, Piedade do Rio Grande, Resende Costa, Ritápolis, Santa Cruz de Minas, São João Del Rei, São Tiago e Tiradentes.

Igreja de Santo Antônio – Tiradentes/MG

Na cidade histórica de Tiradentes, que, além de produtora de Queijo Minas Artesanal, é destino gastronômico famoso no estado e no Brasil, você pode comprar seu redondo na feirinha de artesanato e também degustar o toque especial que ele confere aos pratos de restaurantes e pizzarias de lá.

Ainda nesta cidade, vale conhecer a sede da Associação dos Queijeiros Artesanais das Vertentes da Mantiqueira (Aquaver), presidida por João Carlos Dutra de Ávila Carvalho.

 

Cerrado

No oeste de Minas Gerais, fica a região do Alto Paranaíba ou do Cerrado, que tem extrema importância para o planejamento e para a economia do estado. Um dos setores econômicos locais mais fortes é o agropecuária, que se desenvolveu estrategicamente devido à fertilidade do solo, grande quantidade de água e ao clima ameno. Estas condições facilitaram a produção artesanal de Queijo Minas por lá desde a época do povoamento do estado pai do pão de queijo.

A região do Cerrado é composta pelos municípios de Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Matutina, Patos de Minas, Patrocínio, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Tiros e Varjão de Minas.

Para saborear o Queijo Minas Artesanal do Cerrado, indicamos uma visita ou consulta à Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado de Carmo do Paranaíba e Região do Alto Paranaíba e à Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal de Rio Paranaíba – Apromar (34 3855 1498 ou 34 999 613 578).

 

Serra da Canastra

Além do famoso Queijo Canastra, um dos primeiros produtos a conseguir o Selo de Origem no Brasil, a Serra da Canastra também guarda belezas naturais, como vegetação típica de cerrado e fendas d’água entre morros.

Queijo Canastra é, hoje, uma marca registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e um produto tombado como Patrimônio Cultural Imaterial. Isso significa dizer que ele só

Chapada da Canastra

pode ser produzido nas cidades de Bambuí, Delfinópolis, Medeiros, Piumhi, São Roque de Minas, Vargem Bonita e Tapiraí.

São Roque de Minas, pacata cidadezinha rural e tradicional, com arquitetura do século XIX, é uma ótima “boa vinda” ao Parque Nacional da Serra da Canastra. Por lá, os campos rupestres com flores belas e a vegetação típica de cerrado e mata atlântica fazem o ecoturismo local bombar. 

No parque de preservação, ainda em São Roque de Minas, holofotes voltados para os protagonistas da região: a nascente do Rio São Francisco e a parte alta da cachoeira Casca d’Anta, com queda livre de 186m. Desça para o município de Vargem Bonita, aproveite o comércio de artesanatos local e, de quebra, conheça a parte baixa da Casca d’Anta.

Além disso, para conhecer detalhes da cultura queijeira da Serra da Canastra, uma boa visita é à sede da Associação dos Produtores de Queijo Canastra do Município de Medeiros – Aprocame (37 988 316 319 ou 37 988 160 196).

 

Serra do Salitre

Região formada apenas pela Serra do Salitre, na qual se destaca a produção do Queijo Minas Artesanal da Serra do Salitre, muito usado na gastronomia, mas que possui peculiaridades em relação aos outros produtos desta categoria.

Alguns dos redondos do Salitre são cobertos com uma resina amarela, que os protege no processo de maturação e garante sabores mais intensos e ácidos. Se você ficou com água na boca e se encheu de vontade de conhecer os sabores dos queijos produzidos nesta região, não deixe de contatar a Associação Comunitária de Catulé, bem forte na tradição da produção queijeira local.

 

Serro

Três séculos de história preservada nas características dos antigos arraiais compõem as atuais paisagens da cidade do Serro. Ela nomeia toda uma microrregião composta por outros municípios como Rio Vermelho, Serra Azul de Minas, Santo Antônio do Itambé, Materlândia, Sabinópolis, Alvorada de Minas, Dom Joaquim, Conceição do Mato Dentro e Paulistas.

Primeira cidade do Brasil a ser tombada como Patrimônio Histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, em 1938, Serro é um ótimo local para se visitar. Construções datadas do século XVIII — como a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, as igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora do Rosário e a Capela de Santa Rita — são pontos turísticos que não podem faltar em um bom roteiro de viagem por lá.

Conhecidos por belas cachoeiras e trilhas, os povoados de Milho Verde, localizado a 22km do Centro do Serro, e de São Gonçalo do Rio das Pedras, a 29km do Centro do Serro, também são boas opções de visitação num roteiro turístico pela região.

Escadarias e ladeiras também acompanham este passeio, já que o Serro fica na Serra do Espinhaço. Por outro lado, toda a queima calórica obtida nas aventuras pela cidade pode ser recompensada saboreando Queijo Minas Artesanal do Serro. Ele fica menos maturado e mais macio e amanteigado que os QMAs de outras regiões do estado, isso, graças ao clima mais frio da região.

Para visitar os produtores da região, você pode procurar pela Associação de Produtores de Queijo do Serro – APAQS, presidida por José Brandão Simões (38 3541 2304).

 

 

 

Triângulo Mineiro

A mais recente certificação de região Produtora de Queijo Minas Artesanal foi concedida para o Triângulo Mineiro. O certificado de origem abrange aproximadamente 1.300 produtores das cidades de Araguari, Cascalho Rico, Estrela do Sul, Indianópolis, Monte Alegre de Minas, Monte Carmelo, Nova Ponte, Romaria, Tupaciguara e Uberlândia.

 

Roteiro dos Queijos Finos

Campo das Vertentes também é cortada pelo conhecido “Roteiro dos Queijos Finos, no Caminho Velho da Estrada Real”. Com início em Paraty, no estado do Rio de Janeiro, o caminho ruma em direção a Ouro Preto, passando pelas cidades de São Vicente de Minas, Carrancas, Madre de Deus de Minas, Andrelândia, Cruzília, São João Del Rei e São Sebastião da Vitória. Neste trajeto, concentram-se os produtores de queijos europeus, trazidos pelos imigrantes dinamarqueses na década de 1920: gorgonzola, roquefort, azuis, brancos, suíços, camembert, brie, gruyère, gouda, parmesão e chavroux são sabores que você pode experimentar nesta outra viagem.

Compartilhe esse post

Comments 2

  1. Marco Aurélio

    Muito bacana e interessante a sugestão de conhecer essas rotas.Vou me aprofundar no Roteiro dos Queijos Finos na Rota do Caminho Velho. Parabéns!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *