Canastra

O melhor queijo do mundo é ‘Made in Minas’

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Por Ricardo Rodrigues – Conselheiro Consultivo da Abrasel-MG

O pioneirismo faz parte do mineiro. Desde meados do século XVIII, o nosso território já era reconhecido mundialmente pela riqueza em ouro e pedras preciosas. Hoje, o minério de ferro que daqui é extraído atravessa oceanos, percorre milhares de quilômetros, alcançando países mundo afora, o que coloca o nosso estado como um dos principais fornecedores dessa importante matéria prima. Minas também é famosa pela qualidade inquestionável dos cafés, azeites e cachaças, que cada vez mais vêm ganhando o paladar internacional.

Essa semana outra conquista também foi destaque nos portais de notícias, o que, obviamente, nos dá muito orgulho: o Queijo da Canastra foi considerado o melhor do mundo no ranking dos 50 melhores do planeta pelo site norte-americano Taste Atlas, especializado em culinária. Importante dizer que no levantamento divulgado na terça-feira (21) nosso queijo, com tradição de mais de 200 anos, desbancou marcas mundialmente famosas como Grana Padano, Gorgonzola Piccante e Pecorino Sardo.

Para quem não sabe, a iguaria premiada é responsável por fomentar a economia de cidades como São Roque de Minas, Piumhi, Vargem Bonita, Tapiraí, Medeiros, Delfinópolis e Bambuí. Juntos, os sete municípios formam um circuito em que cerca de 800 famílias não só mantêm viva uma tradição secular como têm mostrado ao Brasil que aqui se faz um dos melhores produtos gastronômicos do mundo, algo que, com toda modéstia, já sabíamos antes mesmo do reconhecimento americano.

Desde que o queijo da Canastra começou a ser produzido, a forma com a qual ele é ‘esculpido’ segue praticamente inalterada, o que culminou no reconhecimento da iguaria pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural imaterial brasileiro, em 2008. Ao invés de leite pasteurizado, o Canastra é preparado com leite cru. E isso faz toda a diferença, mas não só: assim como os outros queijos artesanais, o terroir tem um papel fundamental. No caso do queijo mineiro, o pasto que alimenta a vaca determina o teor de proteína e gordura do leite. Já a umidade relativa do ar mais baixa da região serrana ajuda a formar aquela casca durinha e amarelada do canastra. As bactérias e leveduras do ambiente, por sua vez, são responsáveis pelo sabor forte e levemente ácido e picante.

Poderia escrever um livro para enumerar todas as potencialidades e qualidades que o Canastra carrega. Acho, inclusive, que ele é um dos elementos gastronômicos que mais caracteriza a nossa identidade. Por hora, me atenho apenas a celebrar mais esse reconhecimento e finalizar o artigo de hoje com algumas poucas palavras: tudo que ‘nois’ faz é bom ‘dimais’ da conta sô! Viva o queijo minas artesanal e todas as riquezas, de sabor inigualável, que aqui produzimos. Viva!!!

As informações são do Hoje Em Dia

 

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