Queijo Canastra - crédito Aprocan

Queijo mineiro ganha lote com identificação

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Os produtores de queijo canastra ganharam uma importante ferramenta de combate à falsificação e de garantia da procedência do produto artesanal da região da serra de mesmo nome, no Centro-Oeste mineiro. Foi lançado nesta terça-feira  (19/02)o primeiro lote do famoso queijo identificado com a “etiqueta de caseína”, que é comestível, elaborada a partir de uma proteína retirada do próprio leite.

Há mais de 80 anos que a etiqueta de caseína é usada em países da Europa que ganharam fama pela qualidade de queijo, como França e Suiça. Mas, é a primeira vez que a tecnologia é adotada pelos produtores de queijo no Brasil como ferramenta de identificação do produto.

A região da Serra da Canastra tem cerca de 800 produtores artesanais da famosa iguaria, espalhados por sete municípios. Juntos, eles produzem cerca de 576 toneladas de queijo por ano.

O modelo de identificação da origem do conhecido produto está sendo usado por filiados da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), sediada no município de São Roque de Minas. A etiqueta feita com a substância comestível traz uma espécie de código de barras com oito dígitos, com a identificação do produtor (tres primeiros dígitos) e dados do produto (últimos cinco dígitos), tais como data de fabricação e local onde foi produzido.

O gerente de Projetos da Associação dos Produtores de Queijo Canastra, Higor Douglas de Freitas Faria, explica que, em breve, a entidade vai lançar um aplicativo que vai permitir que, a partir do “código” da etiqueta o consumidor possa obter outras informações sobre o queijo como a história da fazenda onde foi produzido.

Hígor Douglas salienta que a etiqueta de caseína representa um importante ganho para os produtores, garantindo a segurança junto ao consumidor sobre a origem do queijo canastra e combatendo a falsificação. Assim, acarretará valor agregado à mercadoria.

“A etiqueta de caseína somente pode ser colocada no queijo na hora que o produto acaba de ser fabricado”, explica. O gerente do Sebrae Minas – Regional Centro-Oeste e Sudoeste, Leonardo Mól, lembra que a produção de queijo artesanal de Minas, especialmente, do Canastra, é um patrimônio reconhecido no mundo inteiro.

“Para o Projeto Queijo Minas Artesanal esta Etiqueta irá agregar ainda mais valor ao produto e, por consequência, ampliar sua comercialização, tendo como base o certificado de originalidade”, afirma Leonardo.

O gerente de Projetos da Aprocan lembra que a entidade tem 56 filiados, dos quais 23 estão devidamente regularizados e vão passar a usar a etiqueta de caseína. Mas, a expectativa é aumentar cada vez mais o uso do sistema de identificação e de combate à falsificação, em função do processo de regularização da atividade pelos produtores.

A produção queijeira na região da Serra Canastra gera emprego e renda nos municípios de São Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfinópolis, Medeiros, Bambuí, Tapiraí e Piumhui.

Há alguns anos, os produtores da região enfrentaram sérias dificuldades por causa da legislação sanitária, que impedia a venda do queijo artesanal fora de Minas Gerais. Mas, houve uma mobilização da classe produtora e a barreira foi vencida em 2015, quando o Ministério da Agricultura autorizou os produtores de queijo a comercializar a produção para outras unidades da Federação. Mas, para isso, eles têm que se regularizarem e obterem certificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

 

*Fonte: Jornal Estado de Minas

Sobre Portal do Queijo

Portal do QueijoHá mais de 20 anos de mercado, Lorenza Coelho, onde passou por todos os tipos de veículos de comunicação. Atualmente, dirige uma empresa de comunicação (www.leccomunica.com.br) onde trabalha com diversos estabelecimentos gastronômicos e convive diariamente com chefs. Nascida em Congonhas/MG, não tem como amar o queijo. Por onde passa, gosta de conhecer e apreciar essa iguaria.

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