Pioneira na comercialização de queijos artesanais pela internet no Brasil, empresa fundada por Osvaldinho em 2009 comemora aniversário com Festival dos Premiados, expansão logística e valorização dos pequenos produtores da Serra da Mantiqueira.
ALAGOA (MG) — Em novembro de 2026, a Queijo D’Alagoa-MG completa 17 anos de uma história que ajudou a transformar a maneira de comercializar e valorizar os queijos artesanais brasileiros. Fundada em 2009 pelo empreendedor Osvaldo Martins de Barros Filho, conhecido como Osvaldinho ou Tropeiro Digital, a empresa nasceu no pequeno município de Alagoa, no Sul de Minas Gerais, com uma missão: ajudar os produtores rurais a encontrar mercado para seus queijos.
Dezessete anos depois, a marca comercializa queijos artesanais para consumidores de todo o Brasil, reúne mais de 100 premiações nacionais e internacionais em seu portfólio e anuncia uma nova etapa de expansão logística, com a operação de um Centro de Distribuição em São Paulo, em parceria com a FinoLog.
Para celebrar o aniversário, a empresa também realiza o Festival dos Premiados, reunindo queijos de diferentes produtores, tamanhos e estágios de maturação em condições especiais de comercialização.
Uma história que começou com a queijeira cheia
A origem da Queijo D’Alagoa-MG remonta a novembro de 2009, quando Osvaldinho, atendendo a um pedido de sua mãe, Dona Clarice, visitou o produtor rural conhecido como Sô Batistinha.
Naquela época, o produtor enfrentava dificuldades para vender seus queijos. A queijeira estava cheia, os preços pagos pelos compradores eram baixos e o recebimento frequentemente acontecia por meio de cheques com prazo de 40 dias.
Diante daquela realidade, Osvaldinho decidiu buscar uma alternativa para aproximar diretamente os produtores dos consumidores. A solução encontrada foi utilizar a internet, em uma época em que o comércio eletrônico ainda despertava desconfiança, especialmente para produtos alimentícios artesanais.
Com orientação do Sebrae, começou a estruturar um negócio que permitiria comercializar os queijos de Alagoa para outras regiões do país.
Nascia assim a Queijo D’Alagoa-MG, considerada pioneira na venda de queijos artesanais pela internet no Brasil.
Do tropeiro tradicional ao tropeiro digital
A relação de Osvaldinho com o comércio de queijos também possui raízes familiares.
Seu bisavô, Jeremias Sene, era tropeiro e transportava queijos produzidos na região da Mantiqueira para localidades do Vale do Paraíba e de Resende, no Rio de Janeiro. Naquele tempo, as peças eram embrulhadas em folhas de bananeira, acomodadas em balaios de bambu e transportadas no lombo de burros e mulas.
Décadas depois, Osvaldinho passou a realizar uma atividade semelhante, mas utilizando os recursos da tecnologia.
Se os antigos tropeiros cruzavam as montanhas com suas tropas, o empreendedor passou a levar os queijos da Mantiqueira para o Brasil por meio da internet.
Foi dessa relação entre tradição e inovação que surgiu a expressão Tropeiro Digital, pela qual ficou conhecido.
Centro de Distribuição em São Paulo marca nova fase de expansão
Entre as novidades que acompanham o aniversário de 17 anos está a ampliação da estrutura logística da Queijo D’Alagoa-MG na capital paulista.
Por meio de uma parceria com a FinoLog, a empresa passou a contar com uma operação de distribuição em São Paulo, permitindo oferecer frete reduzido e entregas em até dois dias para consumidores da capital que realizam suas compras pelo site oficial.
A iniciativa busca reduzir uma das principais barreiras do comércio eletrônico de alimentos artesanais: o custo e o prazo de entrega.
A escolha de São Paulo acompanha a própria distribuição geográfica das vendas da empresa. Entre 1º de janeiro e 27 de outubro de 2026, o estado paulista respondeu por 38,44% das vendas, seguido por Minas Gerais, com 26,05%, e Rio de Janeiro, com 14,20%.
Juntos, esses três estados representam aproximadamente 78,7% das vendas da empresa no período.
A nova operação permite aproximar os consumidores da maior metrópole brasileira dos queijos produzidos nas montanhas de Alagoa, sem perder a conexão com a origem artesanal dos produtos.
Mais de 100 premiações nacionais e internacionais
Ao longo dos anos, a Queijo D’Alagoa-MG passou a reunir em seu portfólio queijos reconhecidos em importantes concursos nacionais e internacionais.
Em 2026, após o IX Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC), o conjunto de queijos comercializados pela marca ultrapassou a marca de 100 premiações.
Na edição de 2026, os queijos do portfólio conquistaram cinco medalhas de ouro, oito de prata e um Troféu Seleção do Queijista, distinção que reconhece os dez queijos selecionados pelos especialistas.
Entre os premiados com ouro estão o Alagoa Fumacê, Alagoa 1722, Batista D’Alagoa-MG, Faixa Dourada e Pérola da Mantiqueira.
Já entre os contemplados com prata estão Alagoinha, Alagoa Sabarabuçu, Queijo do Osvaldinho, Queijo do Osvaldinho Zero Lactose, Queijo do Sô Márcio, Queijo do Coronel, Alagoa Rubi e Queijo do Eli.
O Barista D’Alagoa-MG, maturado com café, também recebeu destaque no Troféu Seleção do Queijista.
As conquistas reforçam a diversidade da produção artesanal de Alagoa, que reúne desde queijos mais suaves até exemplares de longa maturação, defumados e maturados com ingredientes como café, vinho e licor de jabuticaba.
Queijo do Sô Márcio: de uma queijeira cheia à premiação na França
Uma das histórias que simbolizam o trabalho desenvolvido pela Queijo D’Alagoa-MG é a do produtor Sô Márcio, da Fazenda 2M, localizada no bairro da Companhia, em Alagoa.
Em 2017, Osvaldinho conheceu a realidade da família, que enfrentava dificuldades para comercializar sua produção. A partir daquele encontro, passou a adquirir aproximadamente 300 peças por mês, ajudando a ampliar o mercado dos queijos produzidos pela família.
O trabalho reúne Sô Márcio, Dona Dirce, responsável pela produção, e os filhos Caik e Luan.
Em 2019, o queijo da família conquistou medalha de prata no Mondial du Fromage, na França, tornando-se o primeiro queijo de Alagoa premiado naquele país.
O reconhecimento internacional demonstrou o potencial dos pequenos produtores da Serra da Mantiqueira quando encontram oportunidades de acesso ao mercado e valorização de seus produtos.
Produção própria e valorização da origem
Além de comercializar queijos de diferentes produtores artesanais, a empresa também desenvolveu sua produção própria no Sítio Queijo D’Alagoa-MG.
É ali que nasce o Queijo do Osvaldinho, elaborado com leite de um rebanho formado por animais das raças Girolando e Jersey.
A produção é limitada, com aproximadamente 22 peças por dia, preservando características de pequena escala e o acompanhamento direto do processo produtivo.
O queijo já conquistou medalhas de ouro na Expo Queijo Araxá 2025 e no XVIII Prêmio Queijo Brasil 2025, além de prata no IX Prêmio Queijo Brasil 2026.
A empresa também desenvolveu uma edição Zero Lactose, maturada por 60 dias, que recebeu medalha de prata em 2026.
A valorização da origem é uma característica do trabalho de Osvaldinho. Há mais de uma década, ele faz questão de apresentar o rosto, o nome e a história das famílias produtoras nos rótulos e nas ações de comunicação da marca.
A proposta é mostrar que cada queijo representa não apenas um alimento, mas o trabalho de pessoas que preservam conhecimentos transmitidos entre gerações.
Uma tradição que começou há aproximadamente um século
A história queijeira de Alagoa possui raízes anteriores à fundação da empresa.
Segundo relatos históricos preservados na região, há aproximadamente um século, a professora Luiza Altomare chegou ao município para lecionar, após ser contratada em Baependi pelo intendente da época.
Seu marido, o italiano Paschoal Poppa, trabalhava como sapateiro. Para complementar a renda familiar, Luiza sugeriu que ele comprasse leite dos vizinhos e produzisse queijo utilizando uma receita italiana.
Por muitos anos, o produto ficou conhecido como Parmesão de Alagoa.
Posteriormente, Paschoal associou-se a João Luiz da Fonseca e Gumercindo Ferreira Pinto, mantendo laticínios que ajudaram a consolidar a tradição queijeira no município.
Ao longo das gerações, esse conhecimento foi preservado por famílias rurais, transformando a produção de queijos em uma das principais expressões da identidade cultural e econômica de Alagoa.
Festival dos Premiados celebra os 17 anos
Para comemorar o aniversário, a Queijo D’Alagoa-MG realiza o Festival dos Premiados, uma campanha que reúne diferentes queijos artesanais do portfólio em condições especiais.
A seleção contempla peças de diversos tamanhos, desde porções menores, a partir de aproximadamente 250 gramas, até queijos inteiros que podem chegar a cerca de cinco quilos.
Entre as opções estão queijos jovens, de média maturação, exemplares de longa maturação e produtos reconhecidos em concursos nacionais e internacionais.
A campanha permite que consumidores de diferentes regiões do Brasil conheçam a diversidade da produção queijeira de Alagoa e, ao mesmo tempo, contribui para ampliar o escoamento da produção dos pequenos produtores.
Os produtos estão disponíveis no comércio eletrônico da empresa, em www.queijodalagoa.com.br.
Turismo de experiência também faz parte da trajetória
A valorização da produção artesanal ultrapassa o comércio eletrônico.
Em 2016, Osvaldinho criou a Rota do Queijo e do Azeite, uma iniciativa de turismo de experiência em Alagoa que aproxima visitantes da realidade dos produtores rurais, das paisagens da Serra da Mantiqueira e da gastronomia regional.
O roteiro proporciona contato com a cultura queijeira e com a produção de azeites, contribuindo para divulgar o município como destino de turismo rural e gastronômico.
A empresa também mantém pontos de venda físicos em Alagoa e no trevo de Passa Quatro, em Minas Gerais.
Por trás de cada queijo, uma família
Ao completar 17 anos, Osvaldinho destaca que o crescimento da empresa não pode ser medido apenas pelas vendas ou premiações, mas também pelo impacto que a atividade gera na vida das famílias envolvidas.
“Por trás de um CNPJ existem vários CPF’s que dependem da gente e tem sido cada vez mais desafiador empreender no Brasil! Faltam palavras pra agradecer a Deus por completarmos mais um aniversário e a cada um dos nossos clientes que ao comprar o queijo apoiam, lá na ponta, todo nosso trabalho realizado aqui.”
Osvaldo Filho – Fundador da Queijo D’Alagoa-MG
A trajetória da Queijo D’Alagoa-MG demonstra como o comércio eletrônico pode contribuir para preservar tradições, ampliar mercados e fortalecer a agricultura familiar.
O negócio que começou com a necessidade de ajudar um produtor a vender seus queijos tornou-se uma ponte entre as pequenas propriedades rurais da Mantiqueira e consumidores espalhados pelo país.
Dezessete anos depois, a missão continua: valorizar quem produz, preservar a tradição e levar os queijos artesanais de Alagoa cada vez mais longe.
Serviço:
Site: www.queijodalagoa.com.br
Instagram: @queijodalagoamg
YouTube: youtube.com/@queijodalagoamg

