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Quer fazer a Rota do Queijo na Alemanha? Lufthansa aumenta frequência de voos entre Brasil e Alemanha para temporada de inverno europeu

A rota Rio de Janeiro–Frankfurt, que conta com o Allegris, novo serviço de cabine da companhia, passará a ser diária a partir de novembro

  • Trecho São Paulo–Munique terá cinco voos por semana
  • Ampliação reforça papel do Brasil como mercado estratégico para o Lufthansa Group

A Lufthansa está fortalecendo sua presença no mercado brasileiro ao ampliar as operações no País para a alta temporada do inverno europeu, a partirde novembro.

Apresentando uma de suas aeronaves mais modernas, o Boeing 787-9, a rota Rio de Janeiro–Frankfurt oferecerá voos diários, enquanto a rota São Paulo–Muniqueserá operadacinco vezes por semana: de quarta a sexta-feira e aos domingos e segundas-feiras, com um A350-900. Essa expansão complementa a rede já existente que conecta diariamente São Paulo a Frankfurt e a Zurique, na Suíça.

A operação diária entre Rio de Janeiro e Frankfurt contará com o Allegris, o mais novo produto de bordo da companhia, que reinventou o modo de viajar.Com cabines completamenteredesenhadas que oferecem maior privacidade, tecnologia aprimorada e opções personalizadas, o Allegris está disponível em todas as classes de viagem. Devido ao seu conceito inovador, a First Class do Allegris foi reconhecida nestemês com o Red Dot Award nacategoria Product Design 2026. O prêmio é concedido anualmente a produtos, em 52 categorias, que se destacam pela excelência em design, inovação, funcionalidade e ergonomia.

A expansão faz parte da estratégia da companhia para atender à alta demanda por viagens entre o Brasil e a Europa, especialmente durante os meses deinverno europeu,período marcado pelo aumento do turismo e das viagens de negócios.

Com um total de 26 frequências semanais, o Grupo Lufthansa reforça ainda mais a importância do Brasil dentro de sua rede global, consolidando o paíscomo um mercado estratégicona América Latina e ampliando as opções de conectividade para clientes brasileiros e europeus, incluindo diversos destinos na Europa, Ásia e Oriente Médio.

Sobre a Rota do Queijo na Alemanha:

Na Alemanha, o queijo não vai até o cliente. Os clientes é que têm de ir até o queijo. Por exemplo, no Estado de Schleswig-Holstein. Mas vale a pena. Em 1998, foi criada aqui a Rota do Queijo de Schleswig-Holstein. “Quase ninguém conhecia as inúmeras delícias do Norte”, esclarece Detlef Möllgaard, um dos iniciadores, que depois fundou a queijaria “Meierhof Möllgaard” em Hohenlockstedt, onde oferece todos os tesouros da região. Hoje, cerca de 30 queijarias campesinas artesanais alinham-se ao longo da Rota do Queijo. “Quase todas surgiram nos anos noventa”, afirma Möllgaard. E as condições prévias também são ideais, com muita terra e pouca gente. Por exemplo, na região do Geest, que se estende da fronteira dinamarquesa até Hamburgo, com bosques, formações de gândaras e muitas áreas verdes, quebradas de forma rítmica por pequenos taludes. Sobre eles crescem os chamados “Knicks”, sebes de moitas e arbustos que quebram o vento. Eles impedem que a areia seja espalhada pelos pastos.

Isto beneficia, por exemplo, a fazenda Backensholz, de Oster-Ohrstedt, com mais de 200 vacas. Um dos seus produtos é o queijo Backensholzer Deichkäse. A variante “Gold” é de excelente qualidade, um queijo semiduro de leite de vaca não cozido, com maturação entre 14 e 16 meses. Seu aroma floral lembra os campos de verão, onde as vacas pastaram. Um queijo com finalização suave, requintado sob todos os aspectos.

Paisagem talvez ainda mais impressionante é a da região em torno de Sorgwohld. Ela está situada entre o Ochsenweg, uma velha estrada comercial na qual antigamente o gado de corte era conduzido para Hamburgo, e as dunas interiores de Sorgwohld. É a região do Alto Geest, onde se revezam gândaras, pântanos, matagais, bosques de “Knicks”, bem como pinheirais, atraindo as pessoas para passeios de bicicleta, caminhadas ou piqueniques. E para uma visita à queijaria de leite de ovelha Solterbeck. “Nós moramos onde outros passam as férias”, afirma Ina Solterbeck, relações públicas da fazenda produtora dos queijos, que dispõe de cerca de 150 ovelhas.

As ovelhas leiteiras frísias, de pernas compridas, às vezes brancas, outras vezes negras ou malhadas em preto-e-branco, complementam a imagem vital da região, quando pastam nos campos verdejantes, do final de fevereiro até novembro. E completam a oferta de queijos de Schleswig-Holstein, por exemplo, através de um queijo Sirene fresco, maturado pelo menos durante oito 
semanas, ou do queijo Sirene curado, que chega ao mercado após doze semanas de maturação. “Ele é um pouco comparável ao Pecorino”, diz Ina Solterbeck. Deliciosa é especialmente a fina base salina desse 
produto. “São todos queijos com sabor de 
finalização”, acrescenta Möllgaard e cria assim uma ponte óbvia para a degustação de vinho, Assim deve ser tratadas também as pequenas obras de arte do Norte, como alimentos requintados e não simplesmente 
como acompanhamento de pão. “Um verdadeiro porta-estandarte da região, como o Camembert de Normandie, não surgirá muito rapidamente”, afirma Möllgaard cético. “Mas com a diversidade das especialidades entre o Mar do Norte e o Mar Báltico, seja um Bergkäse de Holstein, um Tilsiter orgânico de Ostenfelder ou um Camembert de cabra, nós já superamos a região do Allgäu”.

Isto chama a atenção. Pois o Allgäu, bem no sul da Alemanha, ainda é tido como o grande fanal do país, quando se trata da classe superior na produção alemã de queijo. Isto decorre, por um lado, do fato de o “Allgäuer Bergkäse” ser um dos poucos produtos alemães de laticínio com uma denominação de origem patenteada. Por outro lado, tornou-se aqui entretanto usual deixar os produtos de ponta realmente amadurecerem. Para um Bergkäse da queijaria Steibis, em Oberstaufen, um período de maturação de 24 meses já se tornou quase um padrão. E assim, já se está aproximando, de certa forma, das relações francesas.

Na Alemanha, algo está mudando. E não apenas no Norte e no Sul, mas também em todo o país. Talvez os alemães tenham se transformado, silenciosa e secretamente, numa nação dos queijos. E talvez seja ainda a característica especial da produção nacional, que faz com que se tenha de buscar as pérolas. Com plena consciência de que elas existem.

As informações são da Lufthansa Group e Deuthchland.de | Créditos da Foto: © picture-alliance/Rech – Käsestraße

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